Quinze anos após “The Genealogical Gaze”. Construindo os arquivos familiares
DOI:
https://doi.org/10.48487/pdh.2025.n21.45614Palavras-chave:
Olhar genealógico, Arquivos de família, História Social dos ArquivosResumo
“The Genealogical Gaze: Family Identities and Family Archives in the Fourteenth to Seventeenth Centuries” foi o título de um artigo publicado em 2009. Nesse artigo, argumentei que, na Florença renascentista, na Inglaterra moderna e na Holanda da Idade de Ouro, a partir do século xiv, o “olhar genealógico” transformou os arquivos familiares num património cultural a ser preservado, expandido e transferido para as gerações futuras. No mesmo ano em que o meu artigo foi publicado, foi acolhido por estudiosos de arquivos de família, na Universidade Nova de Lisboa, como “parte de uma investigação mais ampla sobre o nascimento da concepção patrimonial dos arquivos, cuja continuação mais recente foi a investigação sobre a ocorrência dessa concepção precisamente nos arquivos de família”. Quinze anos mais tarde, foi-me pedido que revisitasse a breve história do conceito de “olhar genealógico”. Após essa revisão, sugiro alguns tópicos e metodologias que podem enriquecer a nossa compreensão dos arquivos de família, passados e presentes.
