Aline Sitoé Diatta: As lutas pela memória na construção da heroína senegalesa

Autores

DOI:

https://doi.org/10.48487/pdh.2025.n21.41847

Palavras-chave:

MFDC, Resistência, Espiritualidade tradicional, Diola

Resumo

Este artigo reflete sobre Aline Sitoé Diatta, uma figura importante na história da resistência africana à colonização, e os usos de sua trajetória na História Pública contemporânea. Com base em publicações científicas, documentos de arquivo, fontes orais extraídas de pesquisas de campo e fontes iconográficas, este trabalho examina a instrumentalização da história de Aline Sitoé Diatta e o conflito memorial entre o Estado senegalês e o Movimento das Forças Democráticas de Casamança liderado pelo Abade Augustin Diamacoune Senghor. O artigo discute também o problema persistente da repatriação dos restos mortais de chefes africanos, como Aline Sitoé Diatta, que foi assassinada em Tombuctu, Mali, onde até hoje estão seus despojos, o que traz um embate político no Senegal pós-colonial. Ao traçar a trajetória desta sacerdotisa/profetisa da Baixa Casamance, esta contribuição examina o lugar de Aline Sitoé na História do Senegal contemporâneo e reflete como os heróis nacionais são construídos e apresentados em museus e espaços públicos. Este estudo reflete sobre a disseminação das personalidades históricas e sobre utilização da história em espaços públicos, como a mídia, exposições de museus, filmes, romances, peças de teatro, músicas, entre outros.

 

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Publicado

2025-12-31

Como Citar

Diedhiou, P., Fonseca, M. B., & Fall, P. C. (2025). Aline Sitoé Diatta: As lutas pela memória na construção da heroína senegalesa. Práticas Da História. Journal on Theory, Historiography and Uses of the Past, (21), 171–209. https://doi.org/10.48487/pdh.2025.n21.41847

Edição

Secção

Artigos